Conheça os exames que servem de base para as pesquisas
Fezes: com elas é possível, por meio de uma sonda específica, detectar a presença de microorganismos causadores da doença. Estuda-se, então, o DNA desses agentes infecciosos – o composto orgânico presente nas células e cujas moléculas contêm as informações genéticas desse organismo. Com o DNA, é possível saber se, por exemplo, a bactéria tem um determinado fator de virulência, ou seja, se ela produz um tipo de toxina que pode causar lesão intestinal e ocasionar perda de nutrientes e diarréia.
Urina: avalia-se o funcionamento do intestino, se ele tem alguma lesão, se absorve os nutrientes para o corpo e se o faz na quantidade necessária. Para isso, os pesquisadores usam os chamados marcadores, que são fabricados no laboratório. “Nesse caso específico, a gente está usando um marcador, que é uma molécula que a gente pede à criança para ingerir e mede através da urina se essa substância passou adequadamente do intestino”, explica Lima.
Saliva: estuda-se o DNA das crianças, presente nas células bucais que se misturam à saliva. O coordenador da pesquisa explica que, como o DNA de cada pessoa é único e igual em todas as células do corpo, as células bucais são suficientes para estudar os genes da criança.
Sangue: normalmente é utilizado para medir nutrientes que, geralmente, estão relacionados à desnutrição ou à nutrição adequada das crianças, como vitamina A, zinco, e selênio. Também se medem as adipocitocinas, substâncias importantes para entender a regulação hormonal, e as citocinas, ligadas ao sistema imunológico.
Fonte:
Alicianne Gonçalves de Oliveira.Especialização em Jornalismo Científico UFCUFCUFC/Funcap
Seminários Temáticos em Ciências da Vida e Ambiente
Professor Marcus Vale Junho de 2009.
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